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Por 25 a 9, Câmara do Recife rejeita pedido de impeachment contra João Campos


 A Câmara Municipal do Recife rejeitou por 25 a 9 o pedido de impeachment contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), por alteração no resultado do concurso público para Procuradoria-Geral do Município. A vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) se absteve, enquanto que os vereadores Agora é Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV) não registraram voto. O pedido havia sido protocolado pelo vereador Eduardo Moura (NOVO) e precisava de maioria simples, ou seja, que 19 dos 37 vereadores fossem favoráveis para ter seguimento na Casa.

O pedido de impeachment foi proposto com base na nomeação de um candidato que, inicialmente, havia ficado na 63ª posição no certame. Dois anos após a publicação do resultado, ele pediu reclassificação para vagas afirmativas após ter recebido o laudo comprobatório de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que foi acatado e levou à sua nomeação 23 de dezembro. 

O caso ganhou repercussão junto à informação de que o candidato é filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A nomeação foi revogada pelo prefeito João Campos (PSB) em 31 de dezembro, em meio à atribuição de uso político da nomeação. À época, a prefeitura do Recife havia se posicionado informando que se tratava de uma “controvérsia estritamente jurídica”, condenando o que foi classificado como tentativa de exploração de uma disputa entre dois candidatos PCDs.

Para leitura do pedido de impeachment na sessão desta terça-feira (3), a Câmara precisou reforçar a segurança. A votação foi acompanhada pela população com as galeria lotadas, além do entorno da Casa. Todos os 37 vereadores do Recife estiveram presentes na Câmara Municipal.

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